1. Colocando ansiedades na mesa :
Fim. Pergunto-me quando será o fim. Penso ter um encantamento profundo por tudo que engloba esta palavra. Temo que seja um esvaziamento d’alma, até que apenas tristeza e arrependimento componham o ser. Torço para que seja um recomeço inquieto e de luta. Choro por nunca aproveitar de fato o começo do fim de todas as coisas. Ou pensando bem... Pergunto-me se a caso tenho um encantamento profundo por tudo que engloba esta palavra, penso que é um recomeço inquieto e guerreiro, torço para ser um esvaziamento d’alma, até que apenas tristeza e arrependimento componha o ser, temo nunca chorar e aproveitar o começo do fim de todas as coisas e enfim choro quando é o fim.
2.
Colocando a verdade na mesa:
Nunca pedi por isso. Sobre parar uma vida curta que já
consome e corrói todo um ser, e na paciência de um índio a fazer seu artesanato,
escrever. Detalhar, sonhar. Sonhar pra que? Não pedi esse dom. Só tenho e se tenho, tenho que dizer que nem obtenho realmente. Minha mente não me obedece mais. O que impressiona sai de mim e não vem de mim.
Minha participação se limita em usar as mãos na ínfima habilidade: Pegar o
lápis, mexer. Minhas mãos me obedecem. O resto... No resto não há nada meu,
nenhuma vírgula me pertence, pois eu pertenço a minha mente e não ela a mim.
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