sexta-feira, 31 de agosto de 2012

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O querer ver bifurcado
A visão estratificada
No vão dos sonhos,
O olhar perdido nas luzes

Não vê
Estão trocando sua pele
Por ferro
Agora ela reluz feito ouro
Outrora irá pesar no corpo

Mas a satisfação
Na independência dos olhos
Que não querem ver o que passa
O tato se foi com a sensibilidade
O olfato com a chegada do podre
No paladar só o azedo
E a visão nas nuvens
A cabeça nas nuvens

Os pés não tocam o chão
Chão vermelho sangue
Das senzalas modernas
E das modernas senzalas
O suspiro de dor

E amor?
Nos olhos
Nas cabeças
Nas nuvens
Mas asseguro
Longe do sangue chão
Vermelho senzala

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